terça-feira, 27 de abril de 2010
Honra teu pai e tua mãe
O quinto mandamento do decálogo de Moisés (os 10 mandamentos que o Senhor deu a Israel por meio do profeta Moisés), e o primeiro que traz consigo uma promessa. É também um mandamento positivo, que nos diz a postura (modo de pensar e agir) diante dos nossos pais, é algo agradável ao Senhor, e sabedoria e vida para aquele que obedece.
Esse é um mandamento que envolve o relacionamento com o próximo, o exercício do amor ao próximo. A atenção deste mandamento é direcionada ao relacionamento com a comunidade que Deus criou, Israel.
A realidade de nosso amor para com Deus é demonstrada pela realidade de nosso amor para com nossos semelhantes.
A promessa aqui se refere à vida do Judeu na terra prometida, mas sem duvida podemos espiritualizá-la sem esvaziar o seu conteúdo. A promessa refere-se a uma vida abundante (lembra do que Jesus disse – Eu vim para que tenham vida abundante, João 10:10), sábia, que glorifica ao Senhor e prepara nossa chegada para a Nova Jerusalém.
“Honra teu pai e tua mãe, como te ordenou o Senhor ,o teu Deus, para que tenhas longa vida e tudo te vá bem na terra que o Senhor ,o teu Deus, te dá.” Deuteronômio 5:16
Moisés vai repetir o mandamento para o povo de Israel novamente no livro de Deuteronômio, há quase 40 anos após o recebimento da Lei. Por que será? Prestes a conquistar à terra prometida e deixar o deserto, a vida nômade, a geração é nova e precisa ser ensinada e lembrada das instruções do Senhor, de como Ele quer que o homem viva.
Interessante que os após 40 anos, aqueles que eram filhos hoje são pais. O mandamento é repetido sem errata, sem alteração do dever do homem em honrar seus pais. O que nos lembra que a lei do Senhor é perfeita, tanto que foi escrita em pedras para que não haja decomposição, alteração alguma. A lei do Senhor é perfeita e não se altera com as mudanças do mundo, das gerações. Elas não são relativas, mas um referencial absoluto e seguro para a humanidade.
Há um acréscimo que não altera ou modifica a instrução, mas que nos faz compreendê-la melhor. “...e tudo te vá bem...” a instrução é para o nosso bem, para uma vida plena, assim como comentado anteriormente.
Esse mandamento tem um impacto direto na sociedade, o comportamento do indivíduo dentro da unidade básica da sociedade (a família) tem uma ressonância que extrapola a esfera individual e afeta positivamente a comunidade.
O rei Salomão, ao refletir sobre o quinto mandamento e suas implicações na vida, conclui que a sabedoria do filho é ouvir e agir de acordo com as instruções dos pais, isso lhe fará bem, o privará de muitos dissabores (dor de cabeça, males) e o orientará a uma vida honesta. “Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço.” Provérbios 1:8-9.
Jesus também vai ressaltar a importância deste quinto mandamento, e exortar o homem a não desprezá-lo (Mt 15:4 e 19:19, Mc 7:10, Lc 18:20).
Por fim, o apóstolo Paulo vai dizer o seguinte sobre o quinto mandamento:
“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe – este é o primeiro mandamento com promessa - para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra.” Efésios 6:1-3
“Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor.” Colossenses 3:20”
Deus e a própria natureza deram autoridade aos pais para cuidarem e educarem os filhos, em submissão a Deus. O grande dever dos filhos é obedecer aos pais. E isso é a vontade do Senhor, é perfeito, permite o desenvolvimento saudável do homem.
O problema da quebra dos laços de família entre os pais e filhos reflete numa decadência moral, em libertinagem, o filho inexperiente e imaturo age de maneira imprudente sem limites a fim de satisfazer suas vontades.
Podemos então entender que honrar os pais refere-se ao respeito, a submissão e a obediência aos mesmos.
sábado, 24 de abril de 2010
Parábola do grão de mostarda

“Jesus continuou: — Com o que podemos comparar o Reino de Deus? Que parábola podemos usar para isso? Ele é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes. Mas, depois de semeada, cresce muito até ficar a maior de todas as plantas. E os seus ramos são tão grandes, que os passarinhos fazem ninhos entre as suas folhas.” Marcos 4:30-32
Para obter-se um grama de semente de mostarda, são necessárias algumas centenas desta semente. Uma vez plantada, ao alcançar sua plenitude, esta hortaliça pode atingir até 3 metros de altura. Jesus utiliza-se desta imagem cotidiana para ilustrar o desenvolvimento do reino de Deus.
O contraste entre o tamanho da semente e o tamanho da planta, faz-se relação com a pregação do evangelho, mostra o progresso do evangelho, que para um início tímido em relação à quantidade de adeptos teve um fim grandioso. Estipula-se que 2 bilhões de pessoas no mundo se denominam cristãs.
Jesus utiliza-se desta parábola para mostrar como as boas novas do reino de Deus haveria de alcançar todo o mundo, o que de fato aconteceu e poucos lugares/culturas ainda não ouviram está maravilhosa notícia de redenção.
Além de ouvir a boa notícia, muitas pessoas de diferentes culturas e épocas têm encontrado abrigo neste reino de paz, justiça e amor. Assim como os passarinhos fazem ninhos no seu ramo, da mesma forma o pecador arrependido encontra vida em abundância no reino de Deus, através da obra redentora de Jesus Cristo no espaço, no tempo e na história.
Mas a parábola fala também da obra de Deus em nossa vida, o crescimento da vida de Cristo em nossa alma, o progresso da vida cristã. Um pequeno começo no coração do homem, que a luz da revelação de Cristo, arrepende-se dos seus pecados e submete-se ao governo de Jesus, e que gradativamente influência todo o seu ser/caráter, ao ponto de fazer deste outrora perdido pecador, parecido com seu Mestre.
Agora além de abrigo, este homem regenerado desenvolve uma função neste reino de Deus. Como os ramos desta hortaliça, o cidadão do Reino tem a função de servir de abrigo aos passarinhos. Outrora separado de Deus, agora este cristão recebe o título de embaixador de Cristo, com a missão de reconciliar o mundo a Deus através da pregação do Evangelho. Ver II Coríntios 5:17-21.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
A parábola da pérola preciosa
Como um comerciante ávido por encontrar a pérola mais preciosa, tal qual, Jesus compara o cristão, ou melhor, o cidadão do reino de Deus. É àquele que de alguma forma tem contato com o Evangelho, e não o despreza, mas antes identifica o seu valor.
Esse homem sábio compreende que a mensagem do Evangelho confronta a sua pecaminosidade, traz luz as trevas que o rodeia, e o justifica. Não ignora o seu estado, mas o perdoa. Restaura sua dignidade, como criatura redimida.
Em certo sentido, a descoberta do comerciante traz fim à sua busca, significado à sua existência. O mesmo pode-se relacionar ao homem convertido à Cristo, ele encontra paz de espírito e plenitude de vida, a sua existência volta a ter significado completo, pois agora ele vive reconciliado com Deus.
Os nossos dias modernos destacam a liberdade individual do ser humano, como mestre de seus atos e destino. Apresenta o homem como um ser autônomo de Deus, e por isso livre, no qual a existência precede a essência. Essa situação o leva ao desconforto consigo mesmo e o mundo, ao perceber o absurdo da vida desprovida de seu propósito. E o pior é quando o indivíduo a aceita e procura se contentar com este estado caótico, ignorando sua insatisfação. Alguns neste estado chegam a concluir que “o inferno são os outros (o próximo)”* ou “que Deus morreu”**, num desespero sem solução ao homem, confundido liberdade com auto-suficiência.
A pérola nos lembra do valor inestimável do reino de Deus e a necessidade de sacrificar tudo o que for preciso para entrar nele, a grandeza do seu valor excede tudo o resto que conhecemos.
Podemos concluir que a vida no reino de Deus nos leva a compreensão de que morremos para os padrões deste mundo, pois encontramos em Cristo uma nova realidade de vida, muito superior. Como disse o apóstolo Paulo: Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gálatas 2:20).
*Paul Satre (filósofo francês existencialista)
**Friederich Nietzsche (filósofo alemão niilista)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A parábola da porta estreita

“Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho. A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida, e poucas pessoas encontram esse caminho.” Mateus 7:13-14.
Não é fácil entrar no reino de Deus. O grande problema está no fato de que estamos muito ocupados para refletir sobre o nosso estado, em perscrutar nossa alma em busca de respostas honestas para crises morais reais.
Podemos acrescentar ainda que temos uma tremenda ousadia de justificar nossos atos pelo estilo de vida da maioria da população, nossa justificação está associada ao erro que muitos cometem. Somos obstinados para permanecer no engano, o que dizer então de nos dispor para caminhar na contra mão de nossa geração? E negar nossos prazeres?
A porta é tão estreita que não permite entrar nossa mochila carregada de fardos, tão estreita que não nos permite entrar com todos os nossos embaraços com o pecado. Se não bastasse, o caminho que havemos de prosseguir é difícil, não nos permite perder tempo com as paixões deste mundo, pelo contrário, nesta estrada seremos provados pelo fogo para chegarmos ao seu fim purificados, parecidos com nosso Mestre.
O caminho largo ninguém procura por ele, nós pecadores naturalmente já estamos no curso dele. Por isso precisamos acordar do nosso sono. Os dois portões são dois tipos de vida, aqueles que falam e não fazem, e aqueles que fazem a vontade de Deus; aqueles que ouvem as palavras de Jesus e as praticam, e aqueles que apenas ouvem.
Há apenas duas respostas possíveis à pregação de Jesus: obediência ou rejeição. Uma vez que há apenas dois caminhos, um que leva a vida e outro que leva a morte, lembremos da advertência do apóstolo Paulo: “Não se deixem enganar, de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.” (Gálatas 6:7-8)
quinta-feira, 8 de abril de 2010
A parábola da moeda perdida

“Jesus continuou: —Se uma mulher que tem dez moedas de prata perder uma, vai procurá-la, não é? Ela acende uma lamparina, varre a casa e procura com muito cuidado até achá-la. E, quando a encontra, convida as amigas e vizinhas e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha moeda perdida. Pois eu digo a vocês que assim também os anjos de Deus se alegrarão por causa de um pecador que se arrepende dos seus pecados.” Lucas 15:8-10
A parábola descreve o amor/interesse de Deus pelo pecador, sua criatura, criada para a comunhão eterna com Deus. Plano este frustrado pela rebelião do homem, o que resultou na sua exclusão do reino de Deus, em conflito com o Criador, a criação e consigo mesmo.
O amor de Deus pelo homem é tão grande que ele vai de encontro a ele, o que mostra que o homem na sua miséria/vergonha está incapacitado de recobrar seu juízo, uma vez que o seu pecado o escraviza (João 8:31-36). E se não fosse o interesse de Deus por nós, não haveria mais espaço para esperança em todo o planeta Terra.
A redenção do homem é escrita através do sacrifício de Deus, em sacrificar o Seu Filho Unigênito para quitar a nossa dívida que nos mantinham escravos. O preço foi alto demais. Ver João 3:16.
A parábola do Filho pródigo, que vem em seqüência a esta, ilustra de maneira maravilhosa o perdão de Deus ao pecador arrependido que se rende a obra salvífica e ao senhorio de Cristo Jesus.
O resultado do retorno do homem ao propósito de sua criação, a comunhão com o Criador, provoca não só indivisível alegria no coração do salvo, mas uma imensa festa no céu. Voltamos a ser filhos de Deus, a gozar da esperança de que a morte será vencida e que Deus está conosco (Deus Emanuel).
terça-feira, 6 de abril de 2010
A realidade do céu e do inferno

“Ele (Deus) fez tudo apropriado ao seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim ele não consegue compreender inteiramente o que Deus fez... Descobri também que debaixo do sol: No lugar da justiça havia impiedade, no lugar da retidão, ainda mais impiedade. Fiquei pensando: O justo e o ímpio, Deus julgará ambos, pois há um tempo para todo propósito, um tempo para tudo o que acontece.” (Eclesiastes 3:11,16-17)
O sofrimento e o mal são reais. Sentimos seu efeito em nosso dia a dia, somos cercados por estas duas desgraças que não dão trégua ao homem. Não existe um ser que esteja alheio ao sofrimento, por mais protegido que esteja. Da mesma forma o mal bate a nossa porta e como um intruso senta-se a nossa mesa, como alguém muito íntimo nos entretém e encurta os nossos dias sobre a terra.
O seu resultado nos choca diariamente. Com uma sensação de impotência e pouca sinceridade, atribuímos culpa a Deus pelos seus efeitos em nós. Dizemos que não entendemos e uma pergunta ressoa forte no coração de muitos:
- O que deus tem haver com o sofrimento? E com o mal?
Penso que a resposta a esta pergunta é essencial para orientar nossas vidas. Para isso pensei em três respostas possíveis, que não englobam todas àquelas possíveis, mas são as mais freqüentes.
RESPOSTA Nº1: Deus é indiferente ao sofrimento e ao mal, ele deixa tudo acontecer e não intervém na história. Para esta resposta Deus é impessoal, não passa de uma força/energia ou essência. Ele pode ser a soma da matéria para alguns, mas o que importa mesmo é que estamos destinados a nossa própria sorte. Logo, a conclusão óbvia é que o inferno já começou e estamos dentro dele. Não existe esperança lógica, apenas uma expectativa mística, totalmente destituída de razão, que algo pode acontecer embora não se tenha a menor idéia do que isto signifique (evolução da matéria, intervenção alienígena, força/energia do universo...).
RESPOSTA Nº2: Deus não existe. Somos resultados do acaso, de uma explosão, da vida que surge por acaso. Não há significado. Somos matéria, dela viemos e para ela retornaremos. Portanto não há referencial, nós somos nossa própria referência. A verdade parte de nós e termina em nós, isso é real. Somos seres autônomos, livres de qualquer moralidade e sujeitos apenas as leis físicas. Explicamos nosso comportamento a partir do comportamento animal, nossa dignidade é construída pelo labor diário. Se esse pensamento for levado a sério, até suas últimas conseqüências, o desespero é inevitável. O caos é a nossa realidade e o nosso destino, logo o céu é o inferno.
RESPOSTA Nº3: Deus é o criador todo poderoso e ao mesmo tempo relacional. Ele é soberano e a Ele devemos devoção. Deus nos fez seres moralmente responsáveis, a sua imagem e semelhança, e colocou a eternidade em nossos corações. Ele se importa com o sofrimento e o mal, isto o ofende e não faz parte de sua criação original. Deus intervém, pois é pessoal e muito se interessa pela Sua criação. Ele há de julgar-nos pelos nossos atos e o estado ao qual a criação foi submetida. O juízo é inevitável, logo há céu e inferno.
A resposta número 3 faz parte da cosmovisão cristã. Ela fala de esperança. Ela fala de um Deus que não está calado. Mas o que significa o céu e o inferno na fé cristã? Como será este juízo de Deus?
Juízo de Deus
O rei Salomão conseguiu entender 4 coisas importantes:
1) Deus que tudo criou, continua interessado pela sua criação e continua a intervir na História. Ele não está distante!
2) Deus colocou no coração do homem o anseio pela eternidade. O homem foi criado para a vida e não para a morte. Deus é Deus de vivos e não de mortos. A tudo que foi criado, Deus achou bom, perfeito, eterno.
3) Houve uma corrupção daquilo que foi criado, o pecado perverteu a criação. O que é bom foi contaminado pelo pecado e o mal passou a fazer parte da realidade da criação, conseqüentemente o sofrimento.
4) Deus não deixou impunes os pecados dos homens. O Justo Juiz há de julgar o homem pelos seus feitos e retribuí-lo pelas suas obras. Todos irão enfrentar o Juiz.
Não podemos ignorar que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3:23), e que a condenação é certa e merecida (Jo 3:18), pois trocarão a verdade de Deus por mentira (Rm 1:18-32). Há nos foi dado apenas essa vida para enfrentar o juízo (Hb 9:27).
Não podemos esquecer que Deus não pretende destruir sua criação, mas restaurá-la. Para isso Deus proveu em Cristo Jesus propriciação pelos nossos pecados, o substituto, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 3:16).
O juízo será na segunda volta de Cristo (Mt 16:27), Ele há de ressuscitar os mortos (Jo 5:29)e todos terão que comparecer perante o tribunal de Deus. Note que somos eternos. O juízo será a consumação da salvação dos justos e a consumação da condenação dos incrédulos. Os justos serão absolvidos pela obra de Jesus na cruz, e herdarão o céu e também a nova criação (2 Pe 3:13); enquanto os ímpios serão condenados e destinados ao inferno.
Inferno
O inferno é uma realidade eterna, na qual os seus moradores serão privados totalmente do favor divino. A graça de Deus será de uma vez por todas retirada sobre estes e entregues estarão a si mesmos (completamente livres de Deus), ao diabo e seus anjos caídos. Este será um lugar de sofrimento e perturbação, com dores no corpo e na alma, sujeitos a dores de consciência, a angustia, ao desespero, ao choro e ao ranger de dentes (Mt 18:8, 23:33, 25:46). No inferno não haverá qualquer forma de prazer!
O diabo foi um arcanjo, e foi pelo orgulho que ele se exaltou e transformou-se em diabo, o adversário de Deus. Ele não é oposto a Deus em poder, mas foi criado por Deus, está sujeito a Deus e já condenado, assim como seus seguidores – demônios, anjos que se rebelaram juntamente com o diabo e foram expulsos da presença de Deus.
O diabo se opõe a Deus e milita contra o homem, a fim de afastá-lo de Deus. O diabo quer se alimentar do homem (1 Pe 5:8), ele quer sugá-los, possuí-los, violentá-los.
“O diabo não consegue produzir prazer. Tudo o que ele faz é encorajar os humanos a abordar os prazeres que Deus criou e usá-los de certas formas, ou em certos momentos, ou em certo grau que Deus tenha proibido. O diabo trabalha longe das condições naturais de qualquer prazer; e sim naquelas que é menos natural, em que menos sugira seu criador, e seja menos gratificante. A fórmula, portanto, resume-se a uma ânsia cada vez maior por um prazer cada vez menor.” Citação de C. S. Lewis
Céu
Jesus declara que os salvos irão desfrutar de uma nova realidade eterna, o homem finalmente alcançará o propósito de sua existência. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. A inimizade do homem com Deus, consigo mesmo, com o próximo e a natureza, será de uma vez por toda desfeita. A maldade não terá mais lugar entre nós (Ap 21:1-5).
O céu não é um lugar monótono. É um lugar no qual o mal e o sofrimento não têm penetração. Um lugar de vida abundante, onde há prazer pleno, no qual seremos saciados e não mais escravos desta busca. Lugar onde reina a justiça e o bem. Lá contemplaremos o Senhor e o conheceremos como Ele é.
“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” ( I Co 2:9)
Conclusão
“No fim das coisas só existem dois tipos de pessoas: as que dizem a Deus: “Seja feita a tua vontade”, e aquelas a quem Deus diz: “A sua vontade seja feita”. Todos os que estão no inferno escolheram estar
Citação de C. S. Lewis
domingo, 4 de abril de 2010
A Ressurreição

Hoje comemoramos a páscoa, o domingo da ressurreição.
A ressurreição confirma a obra de Jesus Cristo na cruz, sua obra de redenção para o homem.
A ressurreição traz a convicção de que somos peregrinos e forasteiros neste mundo, aguardando a nossa pátria celeste. Não nos deixa olhar cegamente para este mundo, põe os nossos olhos na glória de Jesus.
A ressurreição provoca em nós a expectativa de que assim como Cristo foi nós também seremos ressuscitados, no grande e terrível dia do Senhor, o nosso corpo corruptível há de se revestir de incorruptibilidade e seremos semelhantes a Jesus.
A ressurreição de Cristo nos lembra de que a morte será vencida de uma vez por todas, assim como o mal e o pecado serão de uma vez por todas excluídos da realidade dos novos céus e nova terra.
A ressurreição põe em nossos lábios a confissão de fé na volta de Jesus. E em regozijo oramos: Maranata, vem Senhor Jesus!
segunda-feira, 29 de março de 2010
O que é a terra se comparada ao céu?

Infelizmente a morte faz parte de nossa realidade, embora seja como uma visita indesejada. Assim como o pecado entrou no mundo, a morte veio como seu salário ao homem e passou a determinar os nossos dias na terra.
A morte anuncia ao homem o fim daquilo que conhecemos, anuncia o choro, a dor, o luto. Para muitas pessoas ela traz insegurança, dúvida, um sentimento misto de fim da existência e o medo da punição vindoura. Porém, nós cristãos deveríamos enfrentar a morte com sobriedade, sem desespero, certos de que ela não é o fim da vida, mas o último inimigo a ser enfrentado, o término de nossa peregrinação neste mundo.
O apóstolo Paulo vai afirmar que a esperança em Cristo não se limita apenas a esta vida, pelo contrário, a promessa é que assim como Cristo ressuscitaremos para uma nova vida, livres da corrupção deste corpo. Sempre que nos esquecemos da esperança cristã, nos tornamos infelizes, e a nossa vida deixa de ser cristã e passa a ser fatalista. Ver 1 Co 15:17-20.
Não podemos perder de vista que a nossa salvação aponta para uma nova realidade, para o cumprimento de uma promessa antiga – a glória que em nós há de ser revelada.
A glória revelada fala da redenção do corpo, da natureza. Ela nos leva ao estado anterior da queda, onde as conseqüências catastróficas do pecado serão desfeitas não apenas em nós, mas em toda a criação. Ver Rm 8:18-25.
“Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou.” A inimizade do homem com Deus, consigo mesmo, com o próximo e a natureza, será de uma vez por toda desfeita. A maldade não terá mais lugar entre nós. Ver Ap. 21:1-5.
Por fim, lembremos que o Senhor voltará. Em Sua glória Ele voltará. Da mesma forma que subiu aos céus voltará, e não tardará. Lembremos da advertência do anjo: “Galileus, por que vocês estão olhando para os céus? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da mesma forma como o viram subir.” At 1:1-11.
Nossa vida é breve, como orvalho que logo pela manhã se dissipa. A sobriedade do nosso viver deve ser explicada pela ardente expectativa da manifestação de Cristo, haverá um dia em que seremos libertos de uma vez por todas, e veremos o Senhor em toda a Sua glória. Neste dia, nossa fome e sede serão saciadas, a paz guardará o nosso coração e a justiça reinará para sempre. Maranata, vem Senhor Jesus!
AQUIETAI-VOS...

Inquietação, preocupação e ansiedade, estes são sinônimos para descrever o mal que atormenta nossa geração pós-moderna. Nossos dias estão mais curtos, a quantidade de informações a que estamos expostos é assombrosamente grande, a competição extrapola o ambiente profissional e se manifesta em todos os nossos relacionamentos, e por fim, numa era onde o relativismo sucumbe com o absoluto, a incerteza toma conta da nossa mente.
Não é de se estranhar que a exposição contínua a essas situações de stress produz desconforto ao homem. Lembro-me da advertência de Jesus no Sermão do Monte: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Mt 5:33-34” As palavras do nosso Senhor não têm a função de amenizar o nosso desconforto de viver no século XXI, mas ao contrário do que muitos pensam, nos desafiam a não se conformar com a mentalidade deste século.
Enquanto o curso dos nossos dias tende a levar o homem a um estado de ansiedade que resulta num olhar essencialmente egoísta e individualista da realidade que o cerca, Jesus propõe viver o dia de hoje sem antecipar as preocupações que estão por vir. Antes ele nos adverte a priorizar o reino de Deus e a manifestação de sua justiça, no exercício da fé na providência Divina.
Jesus não está relevando o dia de amanhã à sorte, ou a um estilo de vida irresponsável, pelo contrário, ele está apenas trazendo à memória que o andar preocupado não acrescenta esperança a nossa existência. Deus é pessoal e tem pleno conhecimento das nossas necessidades. Inclusive a natureza testemunha do seu cuidado, basta olhar para as aves do céu e para os lírios do campo.
Ao mesmo tempo, somos lembrados de que temos uma identidade. Não vivemos exclusivamente para nossas satisfações, mas para a promoção do reino de Deus. Por exemplo, andamos tão preocupados conosco que negligenciamos a atenção devida ao nosso próximo. Essa é uma situação corriqueira, capaz de tornar-nos insensíveis as necessidades dos nossos irmãos. Ao contrário do que se pensa o olhar para si mesmo não trás contentamento e sim uma busca egoísta e insaciável por prazer. Para combater este mal é primordial investir tempo em relacionamentos, pois só assim estaremos aptos à olhar para as necessidades daqueles que estiverem ao nosso redor.
Acredito não ser um exagero lembrar que o próximo ao qual o texto se refere não se limita aos irmãos da igreja que freqüentamos, mas é abrangente a toda humanidade. Essa observação nos lembra da urgência em promover o reino de Deus e sua justiça entre todos aqueles que se encontram distantes do evangelho.
Aquietai-vos, tranqüilizai-vos e parem de lutar, estes são sinônimos para descrever a reação que Deus espera de seus filhos frente às turbulências de nossos dias. Lembremos que o Senhor está conosco, Ele é o nosso refúgio (Sl 46:11). Cabe a nós não esmorecer diante os desafios da nossa geração e manter a proclamação do evangelho de Jesus Cristo, seja com palavras, seja com o testemunho das nossas vidas.
Texto publicado na revista Ultimato, edição maio-junho.
sexta-feira, 20 de março de 2009
LOUVOR
Mente incapaz de alcançar tamanha profundidade
Pés tantas vezes trôpegos
Olhos que se apressam para o mal
Coração tão corrupto
Como poderia um miserável como eu
Ao menos pensar na possibilidade de Te louvar?
Redundante, porém necessário. Repito:
Mente incapaz de alcançar tamanha profundidade
Pobre, miserável, cego e nu
Certamente este sou eu
Por que então suscitar adoração deste perdido?
Redundante, porém necessário. Repito:
Mente incapaz de alcançar tamanha profundidade
Então louvo, pois atentastes para o meu estado. Aleluia!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Discípulo
Se a sensação de servir ao próximo e obter sucesso nisto já nos alegra, quanto mais prazer teremos em ver o evangelho se manifestando em nós. Hoje foi um dia desses para mim. O prazer de pertencer, servir e proclamar o reino de Deus é incomparável a qualquer sentimento que podemos alcançar neste mundo. A glória deste momento é incomparável.
Ó Senhor, nosso bondoso Deus. Além de nos resgatar da miséria nos fizeste instrumentos de justiça, vasos de honra para o Teu serviço, santificados e úteis a Ti. Tu não somente nos salva, mas restaura nossa dignidade, nos permiti participar do Teu reino. Aleluia!
“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”
“Santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós.”
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.”
domingo, 8 de março de 2009
Um pouquinho de Londres
Hoje eu fui à London City Presbyterian Church. Uma igreja linda, com muita estória e vazia, não havia mais do que 50 irmãos, sendo que destes 5 eram brasileiros e presbiterianos, todos de São Paulo. Mais tarde eu descobri que o templo era Anglicano e a comunidade presbiteriana que havia surgido alugava o prédio. Quase não haviam jovens, o ambiente era escuro, não haviam instrumentos e a liturgia regia o culto.
Para minha alegria, como há muito tempo não ouvia, a pregação era cristocêntrica, consistente e expositiva. A teologia reformada estava presente. Foram lidos dois textos, Genêsis 22 e Mateus 27, o primeiro falava sobre a prova de Abraão e o segundo sobre o sacrifício de Cristo. Minha alma se encheu de esperança ao lembrar-me da fé de Abrão, que quando indagado pelo filho Isaque sobre o sacrifico a ser realizado, com aperto no coração, mas sem hesitar disse: Deus proverá para si um cordeiro, o que Ele realmente efetuo através do Jesus, o Cordeiro perfeito que tira o pecado do mundo.
Durante a mensagem uma advertência fortalecia minha fé, e me animava ainda mais. “Deus não muda! Não adianta tentar que não conseguiremos persuadir o Senhor, Ele não muda. Seus propósitos são eternos, e Ele não se deixará levar pela comoção humana influenciada pelo pecado!” Ao ouvir isso, lembrava-me dos textos bíblicos que ressaltavam a corrupção do coração humano e o quanto ele é enganoso. Minha alma explodiu em alegria, e eu não conseguia me conter. Aleluia! Nossa esperança não está em nós, mas no Deus imutável. Aquele que é poderoso para completar a obra que iniciou. Eu estou convicto disto, nós não podemos barganhar com Deus, somos nós que nos conformamos a vontade dEle e provamos de Suas dádivas, não o contrário, não é a criatura corrompida que sugere ao Todo Poderoso o que seria mais sensato fazer em determinada situação. Mas isso é conversa para outro dia.
Antes do término do culto participamos da mesa do Senhor, literalmente, a ceia ocorreu com todos juntos ao redor de uma mesa. Partimos o pão e tomamos o vinho, relembramos da Nova Aliança e de nossa esperança, Aquele que vem virá e não tardará. Glória ao nosso Deus!
Ao término do culto eu fui passear no Piccadily Circus, Charing Cross, St Jame´s Park, Green Park, Buckingham Palace, e a chuva interrompeu o resto do percurso que eu havia programado. Segue abaixo algumas fotos do passeio.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Venha o Teu Reino

Lembro-me da campanha do presidente Lula de 2002, o slogan era: A esperança venceu o medo! Era a expectativa de um governo de esquerda, que prometia uma era de justiça para um país cansado de sofrer com a exploração, ora de sua riqueza natural, ora da dignidade do ser humano, o pobre seria alvo de políticas públicas que promoveriam o pleno exercício de sua cidadania. O coração do brasileiro se encheu de esperança e esperou, esperou e esperou mais um pouco. Infelizmente continuaremos a esperar.
Esperar é uma atitude inata ao ser humana. Primeiramente porque somos sujeitos ao presente, totalmente incapazes de conhecer o futuro, entretanto temos a capacidade de fazer previsões quanto ao futuro através de uma análise do presente e do passado. Além desta impossibilidade física, há uma pré-disposição em nossa alma que aponta para o futuro a solução dos problemas presentes, a expectativa de que o tempo trará novidade, renovo, basta lembrar-se dos marcos (datas) no nosso calendário.
Seria difícil não mencionar a ardente expectativa da criação pela libertação de sua maldição, daí uma boa explicação bíblica para essa condição humana. O pecado atordoa o homem, porém desde a queda a expectativa da redenção enche o coração do homem, esperança essa oriunda da promessa Divina (o Descendente haveria de pisar na cabeça da serpente). Nossa insatisfação encontra na esperança um alívio, embora muitas vezes a esperança seja direcionada por desejos efêmeros e conseqüentemente depositada em coisas corruptíveis, como por exemplo, posses materiais ou posições hierárquicas.
A esperança cristã está na volta de Cristo. O sacrifício do Cordeiro Imaculado é suficiente para aplacar a ira de Deus e trazer redenção ao homem, libertando-o da escravidão do pecado e restaurando sua dignidade. Entretanto, o cristão continua sujeito a corrupção de seu corpo exterior, num mundo desajustado e afligido pela maldade.
Infelizmente a prática cristã nem sempre condiz com a sua confissão de fé. Disso resultam as anomalias que conferimos em nosso meio. Elas surgem devido à conformação com a proposta de vida moderna, tão antagônica ao modelo proposto, ou melhor, ordenado por Cristo. A desobediência gera sofrimento e testemunho irrelevante.
Proponho a orientação da nossa esperança pelas Escrituras, um retorno aos ensinamentos de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador e não ao Jesus pós moderno, aquele que é apresentado em literatura de auto-ajuda e que rebaixa Cristo ao estado de guru espiritual. Precisamos lembrar que nossa natureza é pecaminosa, nossos desejos são maus e não devemos satisfazer nossos desejos a qualquer custo como apregoa o espírito do anticristo.
Não podemos ignorar nossa fragilidade. Qualquer tentativa de espiritualidade cristã firmada na auto-suficiência estará destinada ao fracasso, por isso segue um singelo clamor: Amado Deus, o que seria de nós sem tua misericórdia. Louvado seja o teu nome, pois a abundância de tua graça traz ânimo aos nossos corações. Rogamos, ó Pai que converta nossos corações aos teus propósitos eternos e nos livre de nós mesmos. Que sejamos cheios do teu Espírito para uma vida de submissão à tua Palavra, e rendidos ao senhorio de teu Filho, Jesus Cristo, possamos invocar – venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade. Amém.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
MACULADA
A Igreja de Jesus é composta por homens regenerados pelo Espírito Santo, através do poder da obra salvífica de Cristo, proporcionando a comunhão novamente entre o homem e Deus, o homem e seu próximo e o homem consigo mesmo, anteriormente perturbada pelo pecado.
A restauração do homem remido o direciona para o propósito pelo qual foi criado, glorificar a Deus através do amor – amor a Deus e ao próximo na mesma medida que ama a si mesmo.
O relacionamento oriundo da fraternidade cristã permite o viver em comunidade, espaço este essencial para a profissão e o desenvolvimento da fé, exortando e admoestando um ao outro, compartilhando os fardos e procurando parecer mais com o Mestre.
A vida no Espírito Santo e em comunidade nos fortalece para cumprir a grande comissão, ou seja, testemunhar de Cristo a todos aqueles que nos cercam nesta peregrinação, fazendo discípulos de Jesus.
Toda comunidade requer um conjunto de normas/regras para organizar o grupo de indivíduo que de alguma forma se identificam. A comunidade cristã não é diferente, e vale-se das instituições que servem para a sistematização da fé e orientar o culto comunitário. A problemática está no desvio das Escrituras e o abandono de uma vida piedosa, como resultado da centralização e do monopólio da instituição na fé cristã.
Não há dúvida de que a confusão da instituição com a Igreja, tão natural nos nossos dias, é uma subversão ao reino de Deus. Esse desvio conduz a cegueira espiritual, com a conseqüente inversão dos valores do reino dos Céus – o distanciamento das bem aventuranças e a aproximação dos “ais”. O resultado é uma pseudo igreja procurando fincar raízes neste mundo, conformando-se a mentalidade deste século, atraída pelas riquezas e poder desta era.
Triunfalismo vazio de relevância, insípido e apagado, promotor de guerras e indiferenças, envergonha o Evangelho com o cheiro podre da corrupção que emana do seu seio. Pobre, cega e nua. Esqueceu-se de Cristo, que do lado de fora bate na porta e procura uma contrição para com ela voltar a ceiar. Usurpando o senhorio de Cristo sobre os pequenos, apresenta-se como a toda poderosa voz de Deus, para um povo distante da Verdade e surdo, que a obedece cegamente, porque também os agrada empurrar com a barriga o juízo de Deus.
sábado, 8 de março de 2008
Retrato 08.03.2008
Um estranho silêncio
Introspecção acompanhada de reflexão
Não hesito, prossigo
Sinto
O momento é oportuno
A situação difícil,
Porém favorável
Acredito
Paz que me surpreende
Alegria contida
Afeição intocável
Serenidade
Certo dia não mais temerei
O novo romperá
Como a luz da aurora
Resplandecerá
segunda-feira, 3 de março de 2008
Retrato 00.30
Atônito ouço sua voz
Trêmula, confunde-me
Tudo é real
Sinto profundamente
Lamento
Não desisto
Mas dilacerado prossigo
Ainda confio
Por que?
Não sei. Amo.
Morte. Perdi muito.
O ano que seria fantástico
A cada mês revela seu drama
Será que vou permanecer prostrado?
Não encontro luz
Cristo parece observar
Será apenas um drama?
A minha vida não permite peça
Arte ela desconhece
Sou mesmo um peregrino
Salvação, minha companheira
Convidei a Fé
Para esta ceia
Nos serviremos de Graça
Pois a misericórdia forra a mesa
RETRATO 02.03.2008
O coração acelerado faz companhia as minhas pernas bambas
A vida me surpreende
Percebo que vive alheio a realidade
Sou menino
Não percebo nada
Olho para dentro e sinto falta
Faltam pedaços e os retalhos
Insuficientes são para cobrir minha nudez
Humilhado, choro
Não me canso
Os olhos vermelhos tornaram-se amigos
Vaidade não existe
Orgulho não serve mais
Insegurança e medo vêem me assaltar
A paz dissipa num céu carregado de nuvens
O meu sono desaparece
Sobra a dor
Meu pão é amargo
Sinto a fúria do Diabo
O olhar é baixo
O medo me paralisa
Não penso, sofro calado
O conto acabou
domingo, 16 de dezembro de 2007
Sugestão de livros
Confesso que cada um desses livros têm me ajudado a manter a lucidez durante este período de histeria da igreja evangélica brasileira.
Verdadeira espiritualidade.
SCHAEFFER, F. A. 1 ed. Cambuci – SP: Cultura Cristã, 222 p.,1999.
Espiritualidade a partir de si mesmo.
GRUN, A; DUFNER, M. 4 ed. Vozes, 128 p., 2004.
O escândalo do comportamento evangélico.
SIDER, R. J. 1 ed. Viçosa: Ultimato, 142 p., 2006.
O meu calice transborda – a graça surpreendente.
PARANAGUÁ, G. F. Londrina: Ide, 93 p., 2006.
Os outros seis dias – vocação, trabalho e ministério na perspectiva Bíblica.
STEVENS, R. P. Viçosa: Ultimato, 270 p., 2005.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Espero te decepcionar, ó homem 21!
Em tempos de mudança, é comum me sobrevir a perplexidade
Turbilhões de pensamentos e imagens me saturam
A mente divaga e uma pergunta soa e ressoa em mim:
- Qual o sentido da vida?
Se o pregador diz que tudo nessa vida é vaidade
Se tudo passa
Só me resta focar no eterno
O problema é que sou homem
Essa verdade traz uma mensagem embutida
Sou fraco, repleto de inconstância
Logo, se como pra viver, e trabalho pra comer
Por que eu vivo?
A morte procura me enlouquecer com a efemeridade da vida
Assim concluo, minha vida tem que ser intensa
Ser intenso na minha geração é correr e fazer
Mas minha alma cristã não condiz com o status quo
Mais importante do que fazer é como fazer
Ser continua a melhor opção entre ter ou parecer
Aiaiai! Os padrões de Deus não fecham com este século
Eu terei que decepcionar alguém
Por isso fico contrito e rogo:
Senhor, que eu venha desapontar a minha geração!
terça-feira, 22 de maio de 2007
Interessante
Foi uma verdadeira misericórdia Deus não ter ouvido a minha oração.
Quando as águas se esparramam demais, não são profundas.
Estou decidido a ser um cristão bíblico completo. Há alguém disposto a seguir-me nesse caminho?
Nossas doutrinas principais são: arrependimento, fé e santidade. Consideramos a primeira o pórtico da religião, a segunda a porta e a terceira a religião em si mesma.
O melhor de tudo é que Deus está conosco.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Santidade de vida

Falam bastante e muito bem contra a esperança de ser aceito por Deus via as boas obras, para logo ensinar que somos aceitos por nossos hábitos e comportamentos virtuosos. Eles supõem que seremos justificados por causa de nossa justiça interior. Não é verdade. A santidade do coração, assim como a santidade de vida, não é causa mais efeito dela. A única causa de nossa aceitação diante de Deus é a justiça e a morte de Cristo, que cumpriu a Lei de Deus e morreu em nosso lugar. A causa de nossa aceitação não é a santidade de vida e as boas obras, mas unicamente a fé. A fé que produz necessariamente santidade e boas obras.
John Wesley
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Milagres e sinais
Será que eles só sentem falta disto na igreja protestante?
Prefiro ficar com as palavras de Jesus a Tomé, quer dizer, a nós: Bem aventurados os que não viram e creram.
Ou então, as de Paulo: Os judeus pedem sinais miraculosos e o gregos procuram sabedoria, mas nós pregamos a Cristo crucificado; escândalo para o judeus e loucura para os gentios, mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus mais forte que a força do homem.
Pequenos paradoxos que hão de acompanhar aqueles que creêm
A deliciosa surpresa de encontrar Cristo na minha fraqueza
A beleza na minha desventura que reflete esperança
A graça superabundante no meu sofrimento
A vida que começa na morte
LEMBRANÇAS
Lembro-me de EsaúAquele que se vendeu
O direito de primogenitura
Pela bagatela de um prato de lentilha
Lembro-me da mulher de Ló
Aquela que olhou pra traz
E virou estátua de sal
Por amor a Sodoma e Gomorra
Lembro-me de Saul
O primeiro rei de Israel
Preocupava-se tanto com sacrifício
Que esqueceu da obediência
Lembro-me de Ananias e Safira
Aparência de piedade
Mas o Deus que sonda os corações
Encontrou a real intensão deles
Lembro-me de Simão, o mago
Até hoje referência de simonia
Aqueles que compram
Ou pensam comercializar o dom do Espírito
Vejo aqueles que se dizem cristãos
Abrindo mão da filiação
Amando o mundo
Sacrificando e barganhando
Tão longe, tão distante
A Bíblia parece um código penal
Procurando maneiras de burlar,
reivindicar e sentenciar
Perdemos nossos mártires
Nossos heróis se foram
E a nuvem de testemunhas
Hoje parece tão distante e pequena
“Que pelo menos seja como àquela vista por Elias”
Vocês já não são estrangeiros,
nem forasteiros,
mas membros da família de Deus.
Edificados sobre o fundamento dos apóstolos
tendo Jesus Cristo como pedra angular,
no qual todo o edifício é ajustado
para tornar-se um santuário santo no Senhor,
e morada de Deus por seu Espírito.
(Efésios 2:19-22)

