quinta-feira, 1 de março de 2007

Loucura da pregação

Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.

I Co 1:18.

Se as palavras de Jesus já soavam estranhas para o mundo 2000 anos atrás, por que seria diferente hoje? Isso só provaria que a humanidade evoluiu. Que com o desenvolvimento da tecnologia trouxe além de conforto e longevidade de vida, esperança ao homem. Que com o acúmulo de conhecimento e a multiplicação de doutores, mestres, padres e pastores, o amor ao próximo brotou em nossos corações. Que com a democracia irrompendo contra a tirania, ainda que tenha que se valer da força, a justiça raiou soberana e imponente. Que em meio ao sistema financeiro regente, o capitalismo domesticado, a paz triunfou. Que Cristo finalmente reina no coração do mundo, pois esse foi o lema da igreja visível em seus milhares de anos de existência – ganhar o mundo.

Não, nada mudou, com exceção do cenário. Continuamos na mesma, patinando e atolados numa poça de pecados. A bestialidade toma conta de todos. O amor se esfria, como previsto por Cristo. E a fé, pois bem, dela eu pretendo nem discutir, pois a definição de seu conceito contemporâneo ainda é bastante nebulosa. O ego, esse sim, esse se desenvolveu, hoje é conhecido como HIPEREGO.

Antes das bem-aventuranças, proferidas no famoso Sermão do Monte, Jesus era conhecido apenas por realizar milagres, pregar uma tal de Boas Novas do Reino e por fazer curtas pregações – Arrependei-vos! Crede! Sigam-me! Jesus era uma aberração não apenas para os pagãos, mas também para os religiosos tementes a Deus.

As oito bem-aventuranças ensinadas provavelmente foi o atestado de insanidade de Jesus, tanto que depois delas, poucos o levaram a sério, assim como acontece hoje. Conhecido como o evangelho da contra-cultura, o Sermão do Monte é ousado desde o início. Cristo afirma que os pobres, os que choram, os humildes, os que anseiam por justiça, os misericordiosos, os puros, os pacificadores e os perseguidos são felizes. O Messias felicita aqueles que estão à margem da sociedade.

Dúvidas:

  • Por que temos que tornar a mensagem do evangelho atraente?
  • Por que precisamos explicar todas as descobertas da ciência e provar que a Bíblia está certa?
  • Por que temos que fingir ser bem sucedido, prósperos e alegres?
  • Qual a diferença entre pregar o evangelho e fazer prosélitos? O que os jesuítas fizeram na América Latina? O que Jesus nos mandou fazer?

sábado, 17 de fevereiro de 2007

O discurso dos apóstolos

O capítulo treze do livro de Atos dos Apóstolos narra o início da missão de Paulo e Barnabé. Os dois aparecerão juntos por muitos capítulos, assim como nos capítulos anteriores havíamos nos acostumados com outra dupla, Pedro e João.

Pedro e Paulo destacam-se por serem os responsáveis pelos discursos, mas não por importância, uma vez que o apóstolo amado era João e o tutor de Paulo, que no judaísmo era Gamaliel, agora era o encorajador Barnabé. Mas não vem ao caso discutirmos a importância dos apóstolos e sim a mensagem que ressoa por todas as páginas deste sublime livro.

Muitos menosprezam os ensinos de Atos e atentam apenas para as manifestações sobrenaturais descritas no livro. Digo apenas, pois os milagres ausentes da proclamação do evangelho não significam nada. Não há narração de milagre ocorrendo por mera vontade e deleite dos apóstolos. Pelo contrário, a cena é aterrorizante, dos apóstolos apenas João não será martirizado, mas não obstante foi açoitado algumas vezes e passou a velhice exilado na ilha de Patmos. A abnegação é a palavra que melhor descreve a condição de servo desses homens, paradoxalmente livres em Jesus.

A missão desses homens não era construir edifício, muito menos formar um grupo de louvor, ou ainda ater-se a algum projeto de crescimento da membresia de suas comunidades. A obra para a qual eles haviam sido chamados e se empenhavam por cumpri-la era tão somente testemunhar a cerca de Jesus.

O problema é que corrompemos a palavra testemunha e hoje a confundimos com simpatizantes. O simpatizante busca a era dos milagres embora não haja compromisso algum com o Operador do milagre. O simpatizante busca o milagre para seu próprio prazer. O simpatizante transmite aquilo que acha interessante e o que agrada aos ouvintes. O simpatizante descreve um modelo de vida cristão no qual Jesus está ausente. O simpatizante não consegue amar ao próximo, mas antes arde em ciúmes. O simpatizante não consegue desenvolver uma cosmovisão cristã e acabar por segmentar sua vida em sagrado e secular, vivendo uma eterna dicotomia infeliz. O simpatizante é mentiroso. O simpatizante não é filho.

Portanto, meus irmãos, quero que saibam que mediante Jesus lhes é proclamado o perdão dos pecados. Por meio dele, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não podiam ser justificados pela Lei de Moisés. Cuidem para que não lhes aconteça o que disseram os profetas: " 'Olhem, escarnecedores, admirem-se e pereçam; pois nos dias de vocês farei algo que vocês jamais creriam se alguém lhes contasse! Atos 13:38-42.

O apelo de Paulo é para voltarmos a Jesus e deixar de lado todo modismo, pois não iremos encontrar libertação dos pecados em outra fonte, nossa dignidade vem Dele somente. Voltemos a viver e a pregar O Evangelho e não um evangelho segundo os evangélicos. Que a graça do Senhor esteja sobre a Igreja!

O SABER


SABER POR SABER É VAIDADE
SABER PARA DEMOSNTRAR É ARROGÂNCIA
SABER PARA COMPETIR É PREPOTÊNCIA
SABER PARA AMAR E SERVIR É VIRTUDE

BERNARDO DE CLAIRVAUX (1090-1153)




SALVOS PELA GRAÇA

"Irmãos, vocês sabem que há muito tempo Deus me escolheu dentre vocês para que os gentios ouvissem de meus lábios a mensagem do evangelho e cressem. Deus, que conhece os corações, demonstrou que os aceitou, dando-lhes o Espírito Santo, como antes nos tinha concedido. Ele não fez distinção alguma entre nós e eles, visto que purificou os seus corações pela fé. Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, pondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguimos suportar? De modo nenhum! Cremos que somos salvos pela graça de nosso Senhor Jesus, assim como eles também".

Discurso de Pedro no concílio de Jerusalém (Atos 15).

O livro de Atos dos Apóstolos contém 28 capítulos, e exatamente o primeiro capítulo da segunda metade da carta trata exatamente da centralidade da fé cristã, e de uma vez por todas há uma ruptura na observação da lei mosaica pelos seguidores de Jesus Cristo.

Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, os apóstolos cheios do Espírito de Deus espalham a mensagem do evangelho em Jerusalém, mas por não cumprirem Atos 1:8, Atos 8:1 se cumpre no meio da Igreja e as boas novas começam a alcançar os gentios. Muitos gregos, romanos e bárbaros se convertem ao evangelho, e conseqüentemente surge um dilema no meio da Igreja – Devem os gentios convertidos observarem a lei de Moisés?

O capítulo quinze deste livro relata o extraordinário concílio de Jerusalém, convocado devido à austeridade com que alguns cristãos judeus exortavam os gentios a se circuncidarem e observarem a lei de Moisés, sem a qual não haveria salvação. Paulo e Barnabé em grande contenda com esses que profanavam o evangelho de Jesus são chamados à Jerusalém. Em meio a muito fervor nas discussões, Pedro toma a palavra e faz um breve discurso que viria a por fim a essa disputa - Cremos que somos salvos pela graça de nosso Senhor Jesus!

Pedro e Paulo haviam concluído que a Lei era um jugo impossível de ser suportado, e que se ela fosse relevante para a salvação do homem o sacrifício de Cristo havia sido inútil. Jesus nos lembra que Ele cumpriu as exigências da Lei e por isso convida todos que estão cansados e sobrecarregados (pela Lei) a tomar seu jugo e fardo, pois são suave e leve, ao contrário da Lei (Mt 11:28-30).


Infelizmente, após 2000 anos de cristianismo continuamos a presenciar o mesmo embate, homens inescrupulosos que se valem da lei para aprisionar e subjugar os cristãos, apresentando um estereotipo de santidade que em nada difere do moralismo, e por fim anulam a graça de Jesus. A liberdade cristã é convertida em escravidão religiosa, vivemos atemorizados em nossas cavernas, doentes e isolados do mundo.

Uma pequena reflexão nos levará a constatar que todo nosso sistema eclesiástico está fundamentado numa estrutura semelhante a sacerdotal do Velho Testamento e que inúmeras ordenanças da lei de Moisés estão presentes em nossa comunidade, e sem suporte algum no Novo Testamento.

Disse Jesus, "ai de vocês também!, porque sobrecarregam os homens com fardos que dificilmente eles podem carregar, e vocês mesmos não levantam nem um dedo para ajudá-los (Lc 11:46).



terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Aquele que tem ouvidos ouça...

"Ao anjo da igreja em Laodicéia escreva: "Estas são as palavras do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus. Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Você diz: 'Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada'. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu. Dou-lhe este conselho: Compre de mim ouro refinado no fogo, e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. "Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. "Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono. Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas".

Apocalipse 3:14-22

O livro de apocalipse escrito pelo apóstolo João é provavelmente o mais difícil de se interpretar, e paradoxalmente o mais aterrorizante e esperançoso livro da Bíblia. “Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo está próximo” Ap 1:3. A felicidade acompanhará aquele que não é apenas ouvinte mas também praticante, aquele que é sábio e constrói sua casa sobre a rocha, aquele que não engana a si mesmo (Tg 1:22, Mt 7:24-27). Conseqüentemente, o pavor há de acompanhar aqueles que lêem as palavras desta profecia e a ignoram.

Reconheço minha dificuldade para interpretar as profecias de apocalipse e meu total desinteresse em desvendar todos os mistérios envoltos nas imagens presentes ao longo da narração; entretanto, meu interesse pela leitura e entendimento da mensagem central dessas profecias é inversamente proporcional, as sentenças de Jesus me atraem e soa como um refrigério para minha alma, e acredito que para todo cristão genuíno ocorre o mesmo sentimento ante essas revelações do Cristo glorificado.

A carta à igreja de Laodicéia muito me chama atenção. E não é pra menos, uma vez que Cristo desenha uma cena na qual ele bate a porta da igreja para que possa entrar e ceiar com seus supostos seguidores. Àquele que deve ser cultuado está fora da assembléia! Duas imagens me vêem a mente, a degringolada igreja de Laodicéia do final do século I à qual as profecias foram proferidas, e em segundo plano, mas não obstante, a igreja cristã atual que está às vésperas da volta de Cristo.

Um olhar sensato e desprovido de ufanismo nos levará a um diagnóstico rápido e certeiro, essa confusão que encontramos e que muitos denominam como cristianismo descreve perfeitamente a religiosidade humana, entretanto parte nenhuma tem com a Igreja, o Corpo de Cristo. Não há mais intensidade em nossos relacionamentos, somos superficiais e relapsos no trato com o próximo, quanto mais em relação ao Senhor, a quem não vemos. Somos mornos e estamos a ponto de sermos vomitados da boca do Senhor e pronto para ser pisado pelos homens (Mt 5:13).

A Palavra do Senhor há muito já foi substituída por livros de auto-ajuda, a fé que professamos é oriunda de uma teologia triunfalista que procura trazer o céu para a terra e não espera mais por novos céus e nova terra (ap 21:1), exigimos a prosperidade ainda que para sustentá-la tenhamos que sacrificar o evangelho de Jesus, o hedonismo reina em nossas comunidades e o individualismo é a marca das bestas. Julgamos estar rico, mas a pobreza e a nudez nos assolam.

O Senhor Jesus está à porta e nos chama. Não sejamos duros de coração. Que haja sensatez, e assim reconheçamos que estamos desprovidos de salvação, graça, amor e do próprio Cristo. Que o bom juízo nos leve ao reconhecimento de nossa fraqueza, a compreensão da suficiência na graça de Jesus e não em nossa religiosidade.



Ruínas de Laodicéia

sábado, 13 de janeiro de 2007

Autenticidade

Pensar em autenticidade é tão complicado quanto enxergá-la

Em dias que a imagem é tão marcante

E o ter o mais importante

Ser já não é relevante


Verdadeiro

Real

Genuíno

Aquilo que se outorga fé

Autor a quem se atribui


Não é fácil

A confusão entre autor e ator vai além do u em questão

Não é apenas uma redução

É uma atuação


Para uma aquisição ou manutenção

Sempre vem a autenticação

Porém é apenas uma negociação

Só aí a enxergamos


Talvez a explicação mais plausível não seja a corrupção

Quem sabe em primeiro venha à desvalorização

Não da moeda, mas do homem


Atrevo me a ir além

A origem desse caos moral

Talvez seja nosso ancestral

Para muitos o macaco, para outros Adão

O fato é – esquecemos do Criador


Como pensar no autêntico longe de sua origem?


Assimilando o pensamento de Schaeffer

Esse é o espírito do anticristo – sua mensagem

Deturpam-se as palavras de Cristo

Calam-se os HAJAS de Gênesis

Exalta-se o acaso, a sorte, a superstição, o sucesso, a vitória, a imagem...

Tudo em detrimento da Verdade


A vaidade reina soberba

O hedonismo é o timão

A que atribuiremos a âncora?

É óbvio que estamos na contra-mão

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

ENTREM PELA PORTA ESTREITA


"Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram.”

Jesus Cristo (Mateus 7:13-14)

O final do Sermão do Monte é bastante interessante, a partir da metade do capítulo 7, Jesus conta 3 parábolas para ratificar os ensinamentos anteriores, dentre essas, encontramos a curta parábola acima que em apenas 2 versículos nos adverte aos perigos de uma vida displicente e indiferente aos ensinamentos de Cristo.

Lembremos as primeiras pregações de Jesus, cuja temática era: Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo (Mt. 4:17). Agora como desfecho, Cristo diz não ser fácil entrar no Reino, pois o arrependimento pregado por Ele é o estado da alma do pecador que o leva há uma mudança de vida, conhecida como o novo nascimento, uma obra espiritual, divina, com conseqüências visíveis e palpáveis no cotidiano do pecador arrependido.

Essa conversão, descrita pelo apóstolo Paulo tem dois aspectos, o divino e o humano. No aspecto divino ele diz na carta ao seu discípulo Tito: Mas quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos homens, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador (Tt 3:4-7). Ou seja, Deus na sua multiforme graça, exerceu misericórdia sobre o homem, atraindo-o a Si mesmo através da obra de Jesus, convertendo nosso coração. Por outro lado, Paulo afirma na sua carta aos romanos: Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12:1-2). Ao mesmo tempo em que a obra é divina, somos exortados a uma vida piedosa, não se deixando embaraçar pelos prazeres desse mundo e muito menos a se conformar com este século, no qual o seu príncipe tem cegado a muitos e os levado a uma disposição mental reprovável. Por isso irmãos, acheguemo-nos a Deus, desprovidos de toda auto-suficiente, com coração sincero e humilde, oferecendo-nos como sacrifício a Deus.

Infelizmente, o cristianismo hoje em voga, não é o verdadeiro, mas um falso, promovido pelo espírito do anticristo. Aprendemos que todo caminho leva a Deus, e que a voz do povo é a voz de Deus. Mentira! Anulam as palavras de Jesus – Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vêm ao Pai senão por mim (Jô. 14:6); Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! ( Mt. 7:14). A situação da igreja evangélica também não é nada animadora, prega-se prosperidade, triunfo, glória, poder, cura, vitória, alegria, paz... fazendo de Cristo uma mera força positiva, ou um santo superior, ou ainda o Papai Noel de todos os dias.

Gostaria de trazer a nossa memória duas admoestações, a primeira do profeta Oséias: Semeiem a retidão para si, colham o fruto da lealdade, e façam sulcos no seu solo não arado; pois é hora de buscar o SENHOR, até que ele venha e faça chover justiça sobre vocês (Os 10:12). A próxima é do profeta Isaías: Busquem o SENHOR enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto (Is. 53:6). Amoleçam o coração, não se esqueçam de que nossa vida é curta e que o dia do Senhor se aproxima!

Na epístola de Judas, encontramos um apelo ao Jesus glorificado, a fim de que sejamos encontrados fiéis, e esse clamor que encerra a epístola cabe perfeitamente ao encerramento dessa meditação: Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

MANIFESTO JNI

IGREJA DO NAZARENO VILA INDUSTRIAL


ASSEMBLÉIA LOCAL


DOMINGO – 17/12/2006


RELATÓRIO ANUAL JNI


Chegamos ao final de mais um ano, e como consta à tradição nazarena prestamos conta de cada departamento da igreja local. Advirto ao perigo de não cairmos em tentação e tratarmos esse momento como o balancete do final de ano de qualquer empresa, se é que ainda nos resta algum senso de Igreja do Senhor. Também manifesto meu desejo de em nada ter contribuído com os propósitos de expansão da instituição nazarena, mas tão somente ter colaborado com o desenvolvimento do Corpo de Cristo.


Infelizmente avançamos muito menos do que esperávamos. A mensagem parece não ser atraente, a reflexão é filosófica demais para uma geração que vem crescendo aos pés da televisão. Nosso ideal de vida, como filhos Deus, parece ser sereno e antiquado para um mundo que avança tecnologicamente e não encontra mais necessidades de recorrer a um ser sobrenatural. As músicas que atraem a moçada e os shows, promovidos por diversas denominações não encontram espaço nas nossas reuniões por sua discrepância com o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. A mensagem triunfalista que liberta pessoas e as torna vencedoras, não do pecado, mas de Cristo, também não se encontra em nossos sermões.


Valorizamos aquilo que há muito tempo se perdeu, a real noção de quem nós somos – pecadores miseráveis que encontraram em Cristo Jesus graça abundante para nos resgatar, não da pobreza, nem da insignificância, mas sim de uma vida alheia ao nosso Criador. Ressaltamos que a salvação não é por obras, nem por práticas religiosas, e muito menos por uma vida devocional; reafirmamos a incapacidade da igreja de salvar alguém, e que a nossa esperança está no sacrifício de Cristo, é Dele que vem nossa dignidade. Infelizmente, após um ano de ensino e comunhão, essa mensagem ainda não ficou bem clara aos nossos meninos.


Diante dessa decepção, começo a me perguntar o por quê desse fracasso?


Primeiramente, nós somos responsáveis por coadunar com práticas hostis ao evangelho, constantemente praticadas por nós em nossos ajuntamentos e em nossos lares. Nossas reuniões, muitas vezes refletem mais o anseio do nosso ego do que um sincero culto ao nosso Redentor. Nosso projeto de vida, quer seja individual, comunitário ou familiar está distante demais daquilo que pregamos, somos evasivos em nossos discursos e nos revestimos de um moralismo que em muito se assemelha ao farisaísmo, caracterizado pelo legalismo.


Em segundo lugar vem a culpa dos pais, salvo raras exceções, que transferem a educação de seus filhos a escola e a igreja, procurando se isentar de uma responsabilidade imputada por Deus. Pais que não dão testemunho de discípulos de Cristo em seus lares, não estudam a Bíblia com seus filhos, não oram por e com seus filhos.


Em terceiro lugar está a igreja, que não se posiciona frente a essa bagunça que é hoje o meio evangélico. Quem somos nós? Temos comunhão com a Universal? Igreja Internacional da Graça? Igreja Renascer? Igrejas Neopentecostais? Em que nós cremos? Nossos meninos não conseguem definir quem são nessa desgraça toda, pois bebemos de todas as fontes.


Rogo a cada um dos irmãos presente nesta assembléia que olhe cada um desses meninos como seus filhos, que cada um tenha em mente que eles serão os representantes dessa nossa igreja daqui a 20 anos. Apelo para que possamos rasgar as nossas vestes, nos despir de qualquer sentimento triunfalista - pois não é tempo para isso - que possamos buscar as coisas lá do alto e não querer levar as coisas daqui da terra para o céu; para que lembremos que o importante é ser e não ter, e por fim, que cada um possa bater no peito como o publicano e clamar, Senhor tem misericórdia de mim.


Que a graça de Jesus esteja sobre nós.


Com amor


Pedro Paulo Valente

Luiz Gustavo Nogueira

Matheus Soares

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

TENSÃO


CHEGA DE INDIFERENÇA

NÃO AGUENTO MAIS O CAOS

O DESCASO E A IRESPONSABILIDADE

CADA UM DEFENDENDO O SEU

E A COMPREENÇÃO DO REINO VIROU TERRENA

PRA NÃO DIZER MAQUIAVÉLICA


CHEGA DE PASSIVIDADE

FALSA CONFIANÇA NO INVISÍVEL

JUSTIFICATIVA PARA A IMPARCIALIDADE

MEDO DA CRUZ OU DA PERSEGUIÇÃO?

ARTIGOS E DISCUSSÕES

SOMENTE PALAVRAS AO LÉU


CHEGA DE SERVIDÃO

ÀQUELES QUE TOMAM O NOME DE CRISTO EM VÃO

PROFANAM O EVANGELHO

DEFENDEM SEUS DIREITOS DE UMA VIDA PRÓSPERA

TRAZEM O CÉU PARA ESSA IMUNDÍCIA

E REFUTAM A VOLTA DO SENHOR


MINHA ALMA ESTÁ EM PRANTOS

A DOR É INSUPORTAVEL

PARECE TRAIÇÃO

ENGANADO POR UM SISTEMA QUE SE PERPETUA

ATÉ QUANDO SENHOR?

ATÉ QUANDO SENHOR?


AÍ DE MIM

AÍ DE VÓS


LIBERTA MINHA ALMA DESSA TEIA

LIBERTA MINHA MENTE DESSE LEGALISMO

CONVERTA-ME A TI JESUS

ESSE PECADOR QUE CARECE DE TI

DO ABRIGO DE TUAS ASAS

SALVA-ME DE MINHA MALDADE


REVIGORA A TUA IGREJA

DESPERTA O TEU POVO

TIRA-NOS DESSE SONO PROFUNDO

E NOS ILUMINA CRISTO

POR MISERICÓRDIA

DERRAMA TUA GRAÇA NOVAMENTE



Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: "Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará".

Eles lhe responderam: "Somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como você pode dizer que seremos livres?"

Jesus respondeu: "Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. O escravo não tem lugar permanente na família, mas o filho pertence a ela para sempre. Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres. Eu sei que vocês são descendentes de Abraão. Contudo, estão procurando matar-me, porque em vocês não há lugar para a minha palavra. Eu lhes estou dizendo o que vi na presença do Pai, e vocês fazem o que ouviram do pai de vocês".

"Abraão é o nosso pai", responderam eles.

Disse Jesus: "Se vocês fossem filhos de Abraão, fariam as obras que Abraão fez. Mas vocês estão procurando matar-me, sendo que eu lhes falei a verdade que ouvi de Deus; Abraão não agiu assim. Vocês estão fazendo as obras do pai de vocês".

Protestaram eles: "Nós não somos filhos ilegítimos. O único Pai que temos é Deus".

Disse-lhes Jesus: "Se Deus fosse o Pai de vocês, vocês me amariam, pois eu vim de Deus e agora estou aqui. Eu não vim por mim mesmo, mas ele me enviou. Por que a minha linguagem não é clara para vocês? Porque são incapazes de ouvir o que eu digo.

"Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira. No entanto, vocês não crêem em mim, porque lhes digo a verdade! Qual de vocês pode me acusar de algum pecado? Se estou falando a verdade, porque vocês não crêem em mim? Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz. Vocês não o ouvem porque não pertencem a Deus".

Os judeus lhe responderam: "Não estamos certos em dizer que você é samaritano e está endemoninhado?"

Disse Jesus: "Não estou endemoninhado! Ao contrário, honro o meu Pai, e vocês me desonram. Não estou buscando glória para mim mesmo; mas, há quem a busque e julgue. Asseguro-lhes que, se alguém obedecer à minha palavra, jamais verá a morte".

(Evangelho de João 8:31-51)

Sugestão: para uma melhor reflexão do texto acima, substitua a palavra judeus por evangélicos e Abraão por igreja institucional.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

INCOMPATIBILIDADE - ARQUIVO CORROMPIDO



PROCURO UM JEITO DE TE SURPREENDER

AS HORAS PASSAM E EU ME FRUSTO

JÁ SÃO 1:15 AM E EU AINDA AQUI

SEMPRE ATRASADO E FRUSTRADO

ATÉ QUANDO?


A SIMPLICIDADE PARECE NÃO ME ATRAIR

PROCURO O SUBLIME EMBORA PERMANEÇA SUPERFICIAL

MEUS PENSAMENTOS NÃO SÃO ACOMPANHADOS PELO MEU CORPO

MINHA MENTE ENFRAQUECE

E MAIS UM DIA SE VAI


COMO O ORVALHO QUE LOGO DISSIPA

A IMAGEM QUE DESVANECE

O EGO QUE DESMORONA POR SEMPRE SE ENCONTRAR INSACIADO

ESSA SEDE INESGOTÁVEL DE PRAZER

ACABA COMIGO


EMBORA EU QUEIRA PARTIR

CONTINUO ANCORADO NESSA MALDITA ILHA

NÃO QUE A MALDIÇÃO ESTEJA NELA

MAS NOS MEUS MEMBROS

SEMPRE ESCRAVIZADO


A RELIGIOSIDADE É IMPOTENTE

A IGREJA DEMASIADAMENTE ALHEIA

OS RITOS NADA ALÉM DE SUPERSTIÇÃO

O CLERO PREOCUPADO DEMAIS COM SEUS PRIVILÉGIOS

TÔ CANSADO


NÃO AGUENTO MAIS OLHAR PRA TUDO ISSO

LEVANTA MEUS OLHOS

TALVEZ A SOLUÇÃO SEJA A TRANSFUSÃO

UM NOVO CORAÇÃO – DE CARNE

ESPERANÇA AINDA RESTA


ÔH! FILHO DO HOMEM

TEM PIEDADE DE MIM



sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Amor


Talvez a melhor forma de entendermos o amor não seja colocando ele acima de todos os dons, mas enxergando-o como o elemento que traz significado aos dons.



Imaginando nos como os membros do corpo de Cristo, e o próprio Cristo como a cabeça desse corpo, o amor seria o coração, um órgão vital para a manutenção do bom desempenho dos membros do corpo ao comando da cabeça – Cristo.


O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.



Pense no amor que você tem demonstrado ao seu próximo.





quinta-feira, 6 de julho de 2006

Biografia do Pedro Paulo


Vindo de Campinas (SUSPEITO!!!), chega A Viçosa Pedro Paulo, para inovar os conceitos da galera.

Já no início do curso, ele entrou no Tiro de Guerra, o que fez com que, após um ano, retornasse ao EAL 99, PPP.

Palmeirense que foi precursor de um novo Padrão sensorial de análise durante as insaciáveis, e inesquecíveis, aulas de TAL 468.

Buscou refúgio inúmeras vezes no termo TÔ FERRADO para justificar, antecipadamente, seu rendimento acadêmico.

Mesmo parecendo um rapaz normal, nunca gostou de tecer, nem ouvir, “comentários maldosos” da mulherada da UFV, aliás, até surgir uma LIZ no fim do túnel, que sempre salva a imagem do Pedrão.

Bem, Pedro sempre foi um amigo e exemplo de vida aos seus amigos. A turma EAL 99 sabe que seu sucesso na vida profissional está garantido.

Desejamos que você continue sendo sempre esse amigão do peito.

Formatura da turma de Engenharia de Alimentos
Universidade Federal de Viçosa
Janeiro de 2004

DISSE DEUS


Mas tu, servo meu, a quem elegi, tu a quem tomei das extremidades da terra e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. Abrirei rios nos altos, fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em açudes de águas, e a terra seca em mananciais.

Eis aqui o meu servo, a quem sustento; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios.

Eu, o Senhor, te chamei em justiça, tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo, e luz para os gentios; para abrires os olhos aos cegos, para tirares da prisão o cativo e do cárcere os que jazem em trevas.

Mas agora, assim diz o Senhor, que te criou, que te formou: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo nome, tu és meu. Quando passares pelas águas eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te subermegirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o Senhor teu Deus.

Você é a minha testemunha, diz o Senhor, o meu servo a quem escolhi; para que saibais e me creais e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador. Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?

Eis que faço cousa nova, que está saindo à luz; porventura não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo. Os animais do campo me glorificarão, os chacais e os filhotes de avestruzes; porque porei águas no deserto, e rios no ermo, para dar de beber a ti, que formei para mim, para celebrar o meu louvor.

Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro.

Agora, pois, ouve, meu servo, a quem escolhi. Assim diz o Senhor que te criou e te formou desde o ventre, e que te ajuda: Não temas, servo meu, ó amado, a quem escolhi. Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes.

Lembra-te destas coisas, porque és meu servo! Eu te formei, tu és meu servo; não me esquecerei de ti. Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem.

Isaías

quarta-feira, 5 de julho de 2006

VENHA O TEU REINO

Algumas incoerências acompanham o cristianismo:

  • Proclamamos o senhorio de um Cristo que procuramos fazer dEle nosso servo;
  • proclamamos um amor que ultrapassa o entendimento e odiamos o próximo, fazemos guerras e declaramos que a nós pertence a vingança;
  • proclamamos liberdade enquanto nos mantemos encarcerados pelos nossos pecados e ncupiscência;
  • proclamamos vitória enquanto manchamos nossas vestes sacerdotais;
  • proclamamos avivamento e celebramos um cristianismo cujo o centro é o nosso ego;
  • somos desobedientes, rebeldes e duros de coração, mas cantamos louvores inspirados que lavam nossas almas e nos colocam DIANTE DO TRONO;
  • dizemos conhecer e sermos portadores de uma verdade que duvidamos e negamos diariamente com nosso estilo de vida;
  • declaramos em alto e bom som que fazemos parte de um Reino superior, porém na verdade sonhamos com a edificação de nossos próprios reinos e a perpetuação do nosso nome;
  • queremos mais intimidade, mais poder, mais unção, ser usados e testemunhas, mas não queremos desperdiçar nosso dia numa vida de penitência, arrependimento, contrição e oração; o que queremos é apenas proeminência com a aprovação de Deus;
  • somos inconseqüentes em nossas palavras e proclamamos uma maturidade, que quando procuramos não a achamos.


Essa realidade é triste e me deixa doente

A racionalidade do meu estado me leva ao desespero

O pecado corrói meus membros

A maldade toma forma em mim

A igreja perde sua beleza

E os irmãos não são mais cheirosos

A superficialidade é o resultado mais claro

O vazio e a falta de significado da minha religiosidade grita

Clamo por socorro

Pai ensina me a orar?



sexta-feira, 14 de abril de 2006

Desperta, óh tu que dormes




Esses são dias de caos

A corrupção sempre presente na política

Hoje se encontra no sacerdócio


Por igrejas grandes e um avivamento fabricado

Rejeitam a santidade de vida -

sem a qual ninguém verá o Senhor

Dizem não a cruz

E abominam a filosofia de vida apostólica -

alegria em ser considerado digno de sofrer pelo nome de Jesus Cristo

Exalta-se o ego

A prosperidade reina

A restituição é defendida

Os prazeres desse mundo estimulado

O materialismo sacramentado

E a paz apregoada


Eles esquecem que não é tempo de paz

Os lobos são bem quistos

Enquanto os pastores são escarnecidos


O Senhor não deixará impune

A zombaria de seu Evangelho

Ele julgará seu povo

Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo


Convertam-se pecadores – enquanto é dia

Arrependam-se infiéis – enquanto é dia

Não dêem ouvidos aos falsos ministros do evangelho

Pois o dia do Senhor se aproxima

terça-feira, 11 de abril de 2006

Uma tentativa frustada

Confissões são importantes

E o peso da declaração indiscutível

Mas o que conta mesmo é a fé

Ou seria melhor, a fidelidade


Cumplicidade em jogo

Resistência a oposições

Espera ansiosa e conforto nas recordações

Destino provável, porto seguro


Contenções são importantes

Mas a extravagância também se intromete

O contentamento não é relativo

Mas condicional


Sabedoria acumulativa, fomentada

Relacionamento aprofundado

Meios e fins tão importantes que não se distinguem

Pensamentos lá no alto


O tesouro impossível de ser comercializado

Valorizado e estimulado

E quando repartido, parece multiplicado

Seu bom uso é considerado


Avaliações tão necessárias

Correções tão ansiadas

Disciplinas tão preciosas

Revelações tão gloriosas


Glórias, honras e riquezas

Poder e autoridade

Não são mais desejadas

São alçadas


Palavras ajuntadas

Orações não tão bem coordenadas

Expressões construídas

Insuficientes para minha exposição


Cada um com sua inspiração

Rotinas e histórias distintas

Expectativas semelhantes mais não dependentes

Liberdade de canção


Insuficiência das suposições

Tédio nas repetições e jargões

Inadequação da oração

E tamanha exaltação – pequena


Ele merece mais


sábado, 18 de março de 2006

Uma noite para não se esquecer


Pareço perdido, esquecido

a derrota nunca pareceu tão iminente

e o fim tão presente

o desespero está latente

e os pés completamente distantes do chão


O medo se apoderando

e a solidão corroendo

a distância massacrando meus amados

a futilidade soberba e imponente, governa

a vaidade exposta e desagradável não perde a majestade


O fracasso é dolorido e me comprime

já o desânimo – de tão opressor, fere-me

a alma pesada e abatida leva-me a lona

esperança essa que está reduzida a pó

pó esse, de onde vim – minha origem


Combinação interessante

tempo inusitado e indesejável

crescimento forçado e arrependimento confessado

lembranças e sonhos, sem síndrome de superioridade

apenas uma esperança de igualdade


Não me agarro à cadeira

podes tirá-la

minhas pernas embora trêmulas, não se arredam

tudo pode mudar e o tempo fechar

Tu não me disseste que seria fácil


Não sobrou muito

mas

eis me aqui




terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Perseverai


conte, mas não desconte
fale, mas deixe de falácia
não repita, seja esperto
volte e recomece

valorize, nunca desvalorize
confie, nunca desconfie
deixe de descrença, seja vivo
agarre e não solte

sonhe, envolva-se
força, coragem
vale a pena
Ele sempre estará perto

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

O Decreto

Lábios cerrados

Olhos obstruídos


Pés paralisados

Corpo enrijecido


Coração desacelerado

Suspiro suspenso


Mente cativa

Indiferença no ar

Serenidade contestada

Palavras inacabadas


Cena imperfeita

Morte decretada

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

ZOOPARQUE




Sábado eu levei a Liz para um passeio no Zooparque, e dentre as aves e todo tipo de animal exótico encontrado lá, esses das fotos foram os mais interessantes.


O Zooparque fica em Itatiba, Km 95,5 da rodovia Dom Pedro. Quem ainda não foi, perdeu!