terça-feira, 7 de junho de 2011

O perigo da igreja perder o rumo


Por muitas vezes a igreja institucionalizada confundiu sua missão no mundo. Sempre que isso ocorreu dois fatores sempre estiveram diretamente ligados a essa confusão, o primeiro foi o distanciamento das Escrituras e o segundo foi a ambição pelo poder.

O apóstolo Paulo nos diz na sua segunda carta a Timóteo que a Escritura é inspirada por Deus, contendo em si mesma toda autoridade para nos ensinar, repreender, corrigir e nos educar na justiça. Toda vez que nos afastarmos dela e tentamos substituí-la por qualquer outra fonte de revelação estaremos correndo sérios riscos de nos distanciarmos de nossa missão, de substituir a promoção da verdade pelo engano, da justiça pela injustiça, do amor pelo ódio e a intolerância (II Tm 3:16-17). Devemos lembrar que a Igreja primitiva permanecia na doutrina dos apóstolos (Bíblia) e por isso era bem sucedida na sua missão de proclamar e promover o reino de Deus (Mt 5:13-16).

Já o poder é uma tentação que todos nós estamos sujeitos, é o desejo de querer dominar e subjugar o próximo aos seus caprichos e desejos. Jesus, embora sendo Deus, na sua encarnação foi tentado pelo diabo quanto ao poder (Mt 4:8-11), mas não se submeteu a sua tirania. Simão, um mago que havia se convertido, desejou o poder do Espírito Santo que estava sobre os apóstolos e inflamando seu coração de maldade sugeriu comprá-lo para dominar sobre seus conterrâneos (At 8:9-24). Paulo nos lembra que muitos homens perversos e impostores irão de mal a pior, ora enganado e ora sendo enganados, nessa corrida louca pelo domínio (II Tm 3:1-13). Jesus nos lembra que no reino de Deus não existe esta disputa de poder, o maior deve ser como o menor, quem preside deve servir e quem se exaltar será humilhado (Mt 23:11-12; Lc 22:24-27).

Que Deus nos ajude a manter nossos olhos fixos em Jesus, e nos livre de corromper a missão confiada a nós – “Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. Para estes somos cheiro de morte; para aqueles fragrância de vida. Mas, quem está capacitado para tanto? Ao contrário de muitos, não negociamos a palavra de Deus visando lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus. (II Co 2:14-17)”
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