sábado, 17 de julho de 2010

A libertinagem versus a pureza de coração



No dia 5/106/2010 a Folha de São Paulo publicou uma reportagem com o seguinte título: Google e Wikipédia têm ataque moralista contra pornô. A matéria fala de maneira negativa da postura dessas duas empresas que começaram a tomar medidas para conter a exposição de material pornográfico, por não ser seguro para as famílias. As atitudes são consideradas polêmicas e exageradas, e apresentadas num tom de denúncia.

Por que um jornal de grande porte e com circulação nacional como este condena atitudes que reduzem a exposição de material pornô e os tacham de forma pejorativa como moralistas? Por que se condena tanto a existência de uma moral social? Talvez a pergunta seja outra, por que se entende o consumo sexual como um salto para a liberdade?

As Escrituras são enfáticas ao dizer que libertinagem é pecado. Inclusive ela foi definida pelo cristianismo como um dos pecados capitais (libertinagem, luxúria) e se contrapõe diretamente com a virtude da castidade, ofendendo grandemente o amor.

Em sua concepção moderna, o termo libertinagem refere-se à negação dos princípios morais do seu período, principalmente aqueles relacionados à moral sexual. As idéias de libertinagem não são novas, sempre existiram, entretanto se manifestaram mais intensamente no final do século XVIII, principalmente através da literatura e como uma forte oposição a moralidade cristã bastante forte na Europa Ocidental.

O gênero literário libertino, embora se expresse mais carregadamente através do sexo livre, tem como fundo o questionamento moral à sua volta. O centro do pensamento libertino está na satisfação do seu prazer pessoal, tido como a liberdade máxima que o ser humano pode alcançar.

“A libertinagem é muitas vezes dissecada em termos de seus componentes, como a promiscuidade, a pornografia, o adultério, o incesto, a sedução, a prositutição, o estupro; e ela é ainda descrita como um vício contrário à natureza. Mas em seu âmago, a libertinagem é a idolatria do sexo, uma expressão imoral e irrefreável do impulso sexual.

O contraponto da libertinagem é a pureza de coração. Enquanto a libertinagem é antiética e irrestrita, a pureza de coração é a devoção ética e disciplinada do coração. Enquanto a libertinagem cega e dissipa nossa força, a pureza de coração é uma concentração intensa de força, além de ser perspicaz” (Os Guinness).

Disse Jesus: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt 5:8).

Infelizmente a rejeição aos princípios bíblicos que norteiam o comportamento sexual do homem e da mulher esta cada vez mais presente em nossa geração. Em busca de uma aprovação do comportamento moderno e uma reconstrução da moral sexual, apela-se para uma renovação da mentalidade cristã. Pede-se uma releitura da fé através da interpretação das Escrituras a partir das nossas experiências pessoais e uma conseqüente flexibilização das doutrinas, que se ajustem a mentalidade do século XXI.

As Escrituras prevendo um possível afrouxamento moral da Igreja também fez um apelo pela renovação da mentalidade cristã, porém no caminho oposto, o caminho da pureza de coração ensinado por Jesus. Veja: E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2).

O caminho da pureza de coração leva o homem à proximidade de Deus, e conseqüentemente a provar a vontade de Deus no seu cotidiano. O controle dos impulsos sexuais e sua sujeição a moral de Cristo nos leva a constatar que aquilo que Deus fez é bom, agradável e perfeito.

A impureza sexual distância o homem da imagem de Deus e compromete seus relacionamentos, corrompe o amor e o esfria dos corações. Jesus diz que um dos sinais do fim dos tempos será a falta de amor - “por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24:12).

Essa afirmação de Jesus faz nos lembrar de que aquilo que fazemos com nosso corpo e as fantasias que permitimos a nossa mente interferem diretamente naquilo que somos, molda nosso caráter.

Referência: Os Guinness. Sete pecados capitais. Navegando através do caos em uma era de confusão moral. Shedd Publicações.
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