segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A homossexualidade e o cristão

A questão da homossexualidade tem sido muito discutida na mídia, nas escolas e inclusive faz parte de análise de um projeto lei na Câmara Federal. A propaganda para promoção da homossexualidade nunca foi tão intensa em nossa sociedade, e a cada dia o cristianismo tem sido mais criticado por sua posição enérgica contrária a aprovação da prática homossexual.

“Pelo fato dessa questão ferir tantas pessoas de maneira tão profunda, a primeira palavra a ser dita precisa ser de compaixão e restauração (Richard Foster).” Sem dúvida alguma a prática da homofobia precisa ser combatida, ela é incompatível com os ensinos de nosso Senhor Jesus Cristo. Porém há um equívoco quando se considera homofóbica a reprovação da prática homossexual.

Segue a reprodução de parte do artigo de Frank Worthen, cujo o título é ‘A Homossexualidade e o Cristão’.

Até agora, nem a comunidade científica, nem os grupos religiosos, nem os homossexuais têm chegado a um acordo sobre a definição da homossexualidade. Apesar disto, Lauwrence J. Hatterer, autor de ‘Mudando a Homossexualidade Masculina’ deu esta definição: Aquele que em sua vida adulta está motivado por uma atração definida, preferencial, erótica por membros de seu mesmo sexo e, quem, às vezes, porém não necessariamente, tem relações com ele.

A maioria das pessoas homossexuais crê que elas ‘nasceram’ homossexuais. Para muitos esta crença traz alívio e retira a responsabilidade de mudança. Porém, não existe evidência científica sólida de que uma pessoa nasce homossexual.

Nós cremos que a homossexualidade é uma conduta aprendida, que foi influenciada por uma série de fatos: uma ruptura na vida familiar na infância, uma falta de amor incondicional da parte de algum dos pais, falta de identificação com o pai do mesmo sexo. Mais tarde estes problemas podem resultar em uma busca de amor e aceitação, inveja do mesmo sexo ou do sexo oposto, uma vida controlada por diferentes temores e sentimentos de isolamento. Parece que uma coisa está clara: a homossexualidade é causada por uma multidão de raízes. Seria simplista pensar em uma só causa: temor ao sexo oposto, incesto ou abuso sexual, mães dominantes e pais débeis e opressões demoníacas. Tudo isto pode ter parte nas causas da homossexualidade, porém, só um destes fatores externos na vida de uma pessoa, que são suas próprias decisões, é que são importantes ao formar sua identidade homossexual, ainda que sejam poucos os que desejam admiti-lo.

O que a bíblia diz?

A Bíblia diz em cinco diferentes lugares que a homossexualidade é pecado: Lv 18:22, Lv 20:13; Rm 1:26-27; I Co 6:9-10 e I Tm 1:9-10. Apesar da Bíblia ser muito clara sobre a conduta homossexual, algumas pessoas se perguntam: ‘A Bíblia também diz que os sentimentos homossexuais são incorretos?’

Depois de uma longa exposição sobre a homossexualidade, o livro de Romanos termina o primeiro capítulo com estes versículos: “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais cousas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.” É evidente aqui que o aprovar o estilo de vida homossexual é pecado. Em Colossenses 3:5 o apóstolo Paulo diz: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria.” De acordo com a palavra de Deus, a luxúria sexual e a fantasia homossexual e heterossexual é pecado. Ao contrário, I Co 10:13 nos assegura que a tentação não é pecado: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” Existe uma diferença entre tentação e pecado. Não podemos controlar por completo o que nos serve de tentação, porém está em nosso poder decidir se seguimos ou não esta tentação. Este poder de decisão se fortalece pelo Espírito Santo que vive em nós.

O artigo completo de Frank Worthen foi publicado originalmente por Exodus Brasil.

Eu gostaria de concluir o com a seguinte pergunta feita por um jovem: Se algum jovem presente aqui, hoje, tem desejos homossexuais, o que falaria a ele?

Inicialmente precisamos compreender que o maior problema do homem é o estado de rebelião contra Deus e que todos precisam correr rapidamente para Jesus Cristo, e como conseqüência dessa rendição a Deus precisamos abandonar a prática do pecado, que dentre muitos outros está à prática homossexual.

Em seguida, eu diria que reprimir os desejos é uma atividade humana necessária e essencial para a existência do homem. A justificativa de que eu tenho inclinação ou um desejo incontrolável não pode de forma alguma validar o pecado, muitas vezes será necessário discordar dos meus desejos – “eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gênesis 4:7).

Por fim, eu termino com as palavras do Richard Foster, da mesma forma que iniciamos a conversa - é necessária muita compaixão. O mandamento de Jesus é amar o nosso próximo, e ações de hostilidade e segregação para com o homossexual são inaceitáveis no corpo de Cristo. A igreja precisar cumprir com a sua função de acolher bem a todos, de amar, para que juntos possamos enfrentar nossos pecados e deixá-los de lado confiados na graça de Jesus.


Obs: o autor não concorda com o projeto lei 122/2006 que pretende equiparar a condição homossexual àquela de raça e cor. Advogam que ser homossexual é como ser branco, negro, judeu ou mesmo idoso; um fato não-moral (por não haver escolha envolvida; não existiria a opção de não ser gay). Alguns chegam a afirmar a existência do gene da homossexualidade. Pretendem, com isso, que qualquer crítica a um homossexual seja vista como violência homofóbica, crime semelhante ao racismo. Outros afirmam que eles desejam instaurar o delito de opinião. Pretende-se modificar, também, a CLT, tipificando a discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. No caso, as penas são duríssimas.
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