segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Compreender e conhecer o amor de Cristo

“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” Efésios 3:14-21
A Bíblia faz muitas referências ao coração, este lugar íntimo e privado que poucos têm acesso. Diz-se que para conhecer bem alguém é preciso alcançar o coração desta pessoa. O próprio Deus diz que não avalia o homem pela aparência, mas que está atento para o coração do homem (I Sm 16:7), pois só assim é possível conhecer as reais intenções de alguém, o seu caráter.

O sábio de provérbios diz que é do coração do homem que procedem as fontes da vida (Pv 4:23), ou seja, é no nosso coração que nossas vontades são avaliadas e ponderadas. Logo, alguém despercebido pode fazer muito mal ao seu coração. Um olhar para dentro do coração é essencial para quem quer viver dias felizes.

O apóstolo Paulo, consciente disto ora ao Deus Pai que o coração dos cristãos seja habitado por Cristo. Que expressão maravilhosa, Cristo em nós, habitando o nosso íntimo e revelando-se a nós. Essa relação pessoal e íntima com o Senhor e Salvador Jesus Cristo se dá pela fé e ocorre mediante a atuação do Espírito Santo – também no homem interior. Observa-se que a relação do homem com Deus acontece de dentro pra fora, a comunhão com a Trindade orienta o nosso coração para que possamos compreender a Sua vontade.

A única maneira de expressarmos essa espiritualidade é sendo cheio do amor de Deus. Esse amor ao qual o autor se refere é o amor ágape, aquele demonstrado por Jesus na cruz do calvário por nós. Deus derrama seu próprio amor em nosso coração, de forma que nossa sensibilidade moral seja despertada e nossas vontades igualmente orientadas pelo amor, cuja referência é o próprio Cristo.

O amor ágape não pode ser hipócrita (Rm 12:9), pois sua fonte inesgotável é o próprio Deus. Ele odeia o mal, não é conivente com a mentira e não se mistura com a injustiça, pois está apegado ao bem. O ágape não é vencido pelo mal, mas promove o bem ainda que saia em prejuízo, ainda que isso lhe custe caro (Rm 12:21). O amor ágape é a norma do reino de Deus, e quem anda nos seus caminhos de certo será chamado um homem segundo o coração de Deus.

Com certeza essa compreensão excede nosso entendimento, porém Deus é poderoso para fazer mais do que pedimos ou pensamos. O Espírito Santo que habita em nós é suficiente para tornar-nos parte dessa realizada, e o resultado final, em nós e na Igreja, será a glória e o louvor de Jesus Cristo.
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