segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Libertinagem: sexualidade fantasiosa

Vivemos numa sociedade hedonista – orientada pelo prazer e este centralizado no sexo, que distorce o nosso conceito de felicidade e se confunde também com a realização do ser humano. Um ambiente no qual a libertinagem é apresentada como um bem a ser conquistado pelo homem.

A exploração do sexo na mídia é um exemplo de como estamos entorpecidos de tanta miséria. O homem deseja uma mulher coisificada, um mero objeto a ser possuído, que trará prazer e fortalecerá sua masculinidade. A mulher por sua vez procura ser desejada de qualquer forma, sensual e provocante atraindo a atenção e os olhares dos homens, exercendo domínio e poder através da luxúria, um falso conceito do que é ser feminino.

O amor foi reduzido nas relações como conseqüência direta da falta de comprometimento entre as partes. Possuir o outro de forma barata e descartável é vantagem aos olhos desses que andam como bêbados em plena luz do dia, sem perceber que essa vida individualista só conduz ao vazio, uma vida solitária e de constante insatisfação. Quanto mais possui menos saciado se sente, pois o prazer explorado é efêmero e descartável, como uma fonte não renovável.

O perigo de se envolver nesse jogo é conhecer e explorar a sexualidade de forma fantasiosa, enganosa, egoísta e má. Viver assim, explorando e sendo explorado, acaba por promover relações de instabilidade, descartáveis, sem compromisso e segurança emocional, totalmente desequilibrada. Uma instabilidade que leva a incontinência.

Imagine uma lata de refrigerante violada (aberta), sem gás, na temperatura ambiente. O que o fabricante diria sobre este produto? Provavelmente que ele não está dentro das especificações e que deixou de ser o produto original, que não passaria pelos padrões de qualidade, e que inclusive poderia comprometer a saúde do consumidor. O fabricante poderia dizer isso porque ele criou o produto e sabe identificá-lo, por isso ele traz consigo uma série de especificações. Estas nada têm haver com diminuir a satisfação (prazer) que o produto traz, mas pelo contrário, garantir que o consumidor encontre essa experiência. O mesmo podemos dizer sobre a libertinagem, esta seria como um refrigerante que perdeu sua característica original. E quem define isso é o próprio Criador, ou você acha que teria alguém melhor para nos orientar?

O contraponto para essa vida desgraçada é a pureza de coração. O monoteísmo é a oposição aquela vida que idolatra o sexo. O amor a Deus, comunhão e transcendência, é o caminho para encontrar perdão e força, misericórdia e graça.

Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
Mateus 5:8
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