quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Orando como Jesus nos ensinou

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal {pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém}! Mateus 6:9-13
A oração ensinada por Jesus se contrasta em muito com a oração ensinada pelos fariseus e pelos pagãos. Enquanto os fariseus prezavam pela hipocrisia, os pagãos faziam orações mecânicas através da arte da oratória (repetições), a fim de convencer seus deuses e atrair sua benevolência. Já a oração apresentada por Jesus é um modelo cristão genuíno, que se desenvolve por meio da comunhão com o Pai. Ela deve ser sincera e refletida, em oposição aos modelos anteriormente mencionados.

A oração não está centrada no homem, mas em Deus. Ela submete o ser à vontade de Deus, envolve o próximo e orienta a cosmovisão. Não é reducionista, não enxerga a relação com Deus em possuir e conquistar, mas em conformar o homem na imagem do próprio Pai.

1. Identidade – Pai nosso que estás nos céus (v.9)
Não é preciso atrair a benevolência de Deus. Ele nos amou!
Deus é pessoal e amoroso (imagem da paternidade). Deus é grande, habita nos céus, detém toda autoridade e poder. Amor paternal e poder celestial – combina amor que ordena e poder capaz de realizar.

2. Louvor - santificado seja o teu nome (v.9)
Que Deus seja conhecido por todos! Preocupação com a glória de Deus. Reconhecimento e invocação da glória de Deus.
Nome santificado, tratado santo, a devida honra lhe seja dada em nossas próprias vidas, na igreja e no mundo.

3. Submissão - venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu (v.10)
Não que Ele já não reinasse antes, mas que seu Reino seja revelado a todos os homens. Manifestação de sua justiça e paz na terra, aos homens a quem quer bem.
Submissão à vontade de Deus, a Sua centralidade na vida e na história. Antes de pedir, procurar conhecer, reconhecer e desejar a vontade de Deus – nosso guia mestre.
Quando a nossa vontade começa a responder ao chamado de Deus, a vontade de Deus está sendo cumprida perfeitamente em nós. Como ela é realizada nos céus, deve também ocorrer na terra.

4. Dependência - o pão nosso de cada dia dá-nos hoje (v.11)
Reconhecer que Deus cuida de nós e confiar todo o nosso ser a esta realidade. Lançar diante dEle nossas aflições (1 Pd 5:7).

5. Misericórdia - e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (v.12)
Uma via dupla, a vontade de Deus se manifestando na terra. Homens sendo reconciliados com Deus por meio da obra de Jesus Cristo, e homens se reconciliado consigo mesmo, também por meio de Jesus.

6. Proteção e bênção - e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal {pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém}! (v.13)
A proteção é a bênção de Deus, indispensável para a uma vida plena e realizada. Ele é poderoso para nos guardar!

Concluo com as palavras de John Stott. “A oração cristã é teocêntrica (preocupada com a glória de Deus), em contraste com o egocentrismo dos fariseus (preocupada com a própria glória). Ela é inteligente (expressão de uma dependência racional), em contraste com as repetições mecânicas pagãs”.
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